domingo, 25 de janeiro de 2015

Muçulmanas são agredidas com cuspidas e pedradas no Brasil


A recente chacina na sede do jornal Charlie Hebdo, em Paris, transformou, para muito pior, a vida de brasileiras muçulmanas. Religiosas de São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso sofreram violências de diferentes níveis - foram apedrejadas, cuspidas, ignoradas no transporte público e alvos de piadas maldosas nas ruas -, nos dias seguintes ao ataque em uma onda de islamofobia que se opõe frontalmente à imagem brasileira de país multireligioso e pacífico.

Um dia após a invasão do jornal parisiense, os ataques ganharam força similar aos milhares de compartilhamentos “Je suis Charlie” nas redes sociais.

 A Mesquita Brasil, maior templo da religião no País, amanheceu pichada na capital paulista. Horas depois, no interior de Minas Gerais, A.P.B., de 27 anos, foi cuspida por uma pessoa enquanto brincava com o filho de seis anos no clube da sua cidade. “Assassina! Ninguém quer você aqui”, gritou o agressor. Assim como em outros ataques diários, A. abaixou a cabeça e ouviu aos xingamentos calada.  



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